17/05/2010 - 09h49 (gazeta online) - Adaptação
Pesquisador capixaba, professor da Faculdade de Castelo - FACASTELO, conquistou o ouro inédito para o Brasil na categoria medicina no 38º Salão de Inventores de Genebra, na Suiça. Marcelo Vivacqua criou uma nova forma de castração. A medida tem como principal objetivo facilitar o manejo dos animais; eliminar distúrbios da conduta sexual e reduzir a incidência de cortes escuros, visto que o animal castrado produz mais gorduras. Isso evita o escurecimento da carne durante o resfriamento e agrega mais valor comercial ao produto. Pesquisas comprovam que animais castrados são de melhor qualidade e de maior aceitação no mercado.

"Tenho muito a agradecer à FAPES por semear a mentalidade de apoio a pesquisa cientifica aplicada, por isso divido essa medalha com vocês. Muitas pessoas já demonstraram interesse em comercializar o SS100 na Europa, mas gostaria de concentrar esforços para que essa invenção ficasse no Brasil, especificamente no Espírito Santo, consolidando-o como um exportador de tecnologia", afirmou Marcelo Vivacqua, que teve o apoio da Fundação de Apoio a Pesquisa do Espírito Santo (Fapes).
O salão foi realizado entre os dias 21 e 25 de abril. Marcelo foi premiado pela criação do Stop Sex-100, um medicamento para castração química de animais ruminantes (bovinos, ovinos e caprinos), ou seja, um método de castração que não requer cirurgia.
O produto tem bases naturais como o látex, extraído do mamão e o ácido lático, presente em alimentos como o requeijão e o iogurte. O SS100 em contato com tecido testicular do animal induz a substituição desse tecido pelo tecido fibroso, além de conter uma enzima biológica que promove a digestão do tecido testicular, o que torna o animal estéril.
Dentre as vantagens, em relação à castração cirúrgica, podemos citar a ausência dos riscos de hemorragias, infecções, tétano, problemas que resultam em gastos com mão de obra, medicamentos, perda de peso e, em muitos casos, a morte do animal.